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quarta-feira, 16 de maio de 2012
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Notícias 
Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte ganha novo formato em 2009

O Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais e a Fundação Clóvis Salgado anunciaram nesta quarta-feira, dia 11 de março, o novo formato para a 11º edição do Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte 2009. O objetivo dos organizadores do evento é trazer ao público mais que um festival de curtas e sim um evento sobre os curtas, sobre o cinema e sobre os festivais.

Depois de 10 anos de história de sucesso, o Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, vai girar em torno de um tema representado por algumas perguntas: Pra que festival? Pra que curta? Pra que cinema?

“O público junto com profissionais da sétima arte vão refletir através de mostras e seminários o que os curtas, os festivais significam no panorama cultural do cinema. Vamos procurar respostas para buscar o novo, o diferente para a programação do ano que vem”, conta a diretora de Marketing, Intercâmbio e Projetos Especiais da FCS, Mônica Cerqueira.

Para tentar responder a essas questões, os organizadores pretendem atuar
principalmente em duas frentes:

1 -  Organizar uma série de debates entre profissionais que ocupam posições
radicalmente opostas em relação a uma série de tópicos que dividem, atualmente, a comunidade cinematográfica, principalmente seus setores ligados à realização de curtas-metragens e à produção de festivais de cinema. 

 2 - Apresentar ao público mostras de curtas que, de alguma maneira, em seu tema, linguagem ou processo de realização, representem um esforço para responder a essas questões, apontar caminhos sobre elas, polemizar o debate em torno delas

Os organizadores reconhecem que haverá um preço a pagar pela proposta. Ela representará algumas diferenças drásticas entre a edição 2009 do Festival e as anteriores. Todas elas partem do pressuposto de que qualquer formato do evento que afirma alguma característica pré-definida representa, em si, resposta àquelas questões que se busca debater. Como princípios necessários, foram determinadas apenas duas diretrizes: o estabelecimento das questões a serem respondidas e a própria existência do festival. Dessa forma, os realizadores decidiram, por exemplo, que o Festival 2009 não será competitivo, nem fará distinção entre mostras principais e paralelas. “Queremos discutir uma dessas perguntas, porque o festival deve ser competitivo? Ao circular por outros festivais percebi que as pessoas não têm uma resposta fundamentada sobre o assunto. Os curadores convidados mais o público vão procurar essas respostas, respostas consolidadas” afirma o representante do Centro de Estudos Cinematográficos, Marcelo Avellar.

Espera-se que, ao final da edição 2009 do Festival de Curtas de Belo Horizonte, a comunidade cinematográfica não tenha apenas uma lista de premiados (e derrotados) e alguns certificados de participação, mas uma verdadeira síntese que sistematiza questões do cinema contemporâneo e permite, portanto, uma ação mais incisiva na realização do audiovisual e na maneira como ele interfere na construção das identidades culturais da comunidade.



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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