Crédito: Thamirirs Rezende

Nesta terça-feira (9), a Fundação Clóvis Salgado organizou coletiva de imprensa para apresentar a programação 2018 da instituição. O encontro com jornalistas foi realizado na sala de reuniões da FCS e contou com a presença de Augusto Nunes-Filho, presidente da FCS, além dos diretores Kátia Carneiro, Vilmar Sousa, Gilvan Rodrigues e Philipe Ratton. Durante a conversa com os jornalistas, foi apresentado o tema que norteará as principais ações da FCS ao longo do ano: Manifesto.

 

O planejamento da programação de 2018 da FCS contempla todas as ações realizadas na Casa nos últimos três anos, que tiveram como fio condutor a arte de vanguarda e a valorização dos artistas nacionais. Para este ano, sempre que possível, a programação será baseada no conjunto das atividades artísticas sob o conceito de Manifesto. O ponta de partida é Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade que comemora, em 2018, 90 anos de publicação. Por sua importância e significação no modernismo brasileiro, serão destacadas obras de artistas identificados com o movimento e com a valorização da cultura nacional, em diversos segmentos.

 

A escolha de Manifesto também celebra outros importantes acontecimentos artísticos.   Ainda neste ano, o Manifesto Dadaísta comemora seu centenário, o Manifesto Concreto completa 60 anos de publicação, o Manifesto Neoconcreto, dos mineiros Amílcar de Castro e Lígia Clark é quase sexagenário e outros manifestos artísticos também merecem ser lembrados e revisitados para aportarem contribuições ao cenário atual. Segundo Augusto Nunes-Filho, presidente da Fundação Clóvis Salgado, ”ampliar e democratizar o acesso à arte, à cultura e à cidadania é sempre a tarefa primeira das instituições culturais públicas. No ano de 2018, a FCS continua atenta aos acontecimentos latentes da sociedade, prezando e sustentando a diversidade nas manifestações artísticas”.

Ainda de acordo com o presidente da FCS, o conceito de Manifesto pode ser entendido como um reflexo dos recentes acontecimentos que nortearam, indiretamente, a programação artística da casa em 2017. “Devido a tudo o que aconteceu, principalmente no campo das Artes Visuais, decidimos promover o nosso Manifesto em 2018, com uma programação questionadora, de vanguarda e que preza, acima de tudo, pela qualidade. O público vai aproveitar os nossos já consolidados programas permanentes e, também, desfrutar de atrações inéditas, gratuitas ou a preços acessíveis em todas as áreas da arte e da cultura”, comentou.

 

Além do tema, outro diferencial para este ano é a proposta de fazer a impressão sistemática da programação em todos os trimestres, disponibilizando o material para o público frequentador da Fundação Clóvis Salgado. O caderno também terá sua versão digital, que estará disponível no site da FCS.

Créditos: Paulo Lacerda

Programação diversificada em 2018 – A Fundação Clóvis Salgado se compromete com a continuidade dos programas por ela implantados e mantidos ao longo dos últimos três anos. A Cia. de Dança Palácio das Artes integra mais uma vez a Campanha de Popularização do Teatro & Dança em sua 44ª edição apresentando Nuvens de Barro. No mesmo Grande Teatro, no Teatro João Ceschiatti e na Sala Juvenal Dias serão apresentados outros espetáculos integrantes da 44ª Campanha.

Na música, seguem, ao longo de 2018, as já tradicionais séries ao meio-dia, da Orquestra Sinfônica e do Coral Lírico de Minas Gerais. O concerto de Abertura da Temporada 2018, nos dias 27 e 28 de fevereiro, com regência de Silvio Viegas, apresenta a Cantata Alexander Nevsky, do russo S. Prokofiev, com o CLMG e a OSMG. Serão realizadas duas edições da série Sinfônica Pop. Em maio, o grupo mineiro Cobra Coralapresentará canções de autoria de seus integrantes assim como de outros compositores da MPB. A edição de novembro se encontra em estado avançado de planejamento e terá a divulgação do convidado em momento mais oportuno.

Ao longo do ano a OSMG participará na execução de repertórios diferenciados para jovens na série Concertos Comentados, como O Guia de Orquestra para Jovens, de Benjamin Britten, para adolescentes e Pedro e o Lobo, de Prokofiev, para crianças. No segundo semestre, coro e orquestra fazem a Noite Especial com a Suite nº 3, de Bach, e Bachiana nº 3, de Villa-Lobos, e ainda uma nova apresentação da Noite Tchaikovsky, com a OSMG, o CLMG e a OSPMMG, com regência do maestro argentino Gustavo Fontana. Consolidando a potência e o diferencial da FCS na apresentação conjunta de seus corpos artísticos, a orquestra e a cia. de dança se apresentam em A História do Soldado, de Stravinsky, em setembro, na comemoração dos 100 anos de estreia da composição. A temporada 2018 será encerrada com a apresentação da Missa do Orfanato, de Mozart, em dezembro.

A Diretoria de Produção Artística e a Diretoria do Centro de Formação Artística e Tecnológica - Cefart se unem pela primeira vez para a realização conjunta da VI edição do Concurso para Jovens Solistas da OSMG, sob direção do maestro Roberto Tibiriçá que premiará também, além dos cantores e instrumentistas, um jovem regente.

Ao longo do ano, o Programa Minas Pocket Música se consolidará com a realização de quatro edições, da mesma forma que o Minas Pocket. Em julho, acontecerá ainda a 4ª edição do Inverno das Artes, como também o 4º Palco de Encontro, com realização prevista para agosto, voltando-se uma vez mais para a produção musical mineira.

Tradição e ineditismo na ópera – A FCS produzirá duas óperas, mantendo a semestralidade nessas apresentações. La Traviata, de Verdi, em abril, terá direção musical e regência de Silvio Viegas, concepção e direção cênica de Jorge Takla.  Em outubro, O Holandês Voador, de Richard Wagner, será a primeira montagem de uma ópera wagneriana em Belo Horizonte. A direção musical e regência também serão do maestro titular da OSMG, Silvio Viegas, com concepção e direção cênicas do argentino Pablo Maritano.   

Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart abre sua temporada de apresentações em abril com a Série Cefart ao Meio-dia, no Foyer do Grande Teatro. Também haverá a Mostra de Dança, no primeiro semestre, que levará ao palco alunos dos cursos básico ao técnico. Na Escola de Teatro, os formandos apresentam duas montagens de conclusão, uma no primeiro e outra no segundo semestre. Uma importante atividade de ensino complementar é a realização do Cefart em Cena, que explora a transdiciplinaridade entre as diversas linguagens e as tecnologias do espetáculo. Também será realizado o projeto Curta Cefart, que reúne alunos das Escolas de Dança, Música, Teatro, Artes Visuais e Tecnologia do Espetáculo.

Arte para todos os públicos – No início do ano, o Palácio das Artes mantém suas galerias em funcionamento com as exposições O que as Vandas não contam, da Greco Design, na PQNA Galeria até o dia 21; o paulistano Alex Flemming manterá sua exposição Alex Flemming de CORpo e alma na Grande Galeria até 25 de fevereiro; Descascando o branco, numa homenagem à mineira Ana Horta, permanecerá na Galeria Genesco Murta; Linhas de Força do paraense Marcone Moreira, na Galeria Arlinda Corrêa Lima; e Labirinto, do paraibano Christus Nóbrega ficará na Galeria Mari’Stella Tristão. O período expositivo das três mostras se encerra em 4 de março. Também a CâmeraSete estará aberta à visitação, até 18 de fevereiro, com Diego e Frida – Um sorriso no meio da estrada. A PQNA Galeria será ocupada de 30 de janeiro a 25 de março pela mineira radicada na Suécia, Veronica Alkmim França, com a exposição Delikatessen.

Edital de Ocupação de Artes Visuais da FCS acontece entre março a junho nas Galerias Genesco Murta, Arlinda Corrêa Lima e Mari’Stella Tristão, do Palácio das Artes, e o Edital de Fotografia da FCS ocupará no mesmo período a CâmeraSete, que receberá ainda a Itinerância do Foto em Pauta, de julho a outubro. Nesse período serão lançados os catálogos dos editais de 2017.

A escolha do MANIFESTO como conceito da programação da FCS deslocou a realização do Programa ARTEMINAS para outubro, que ocupará pelo quarto ano consecutivo as galerias do Palácio das Artes na valorização e no reconhecimento das artes visuais mineiras.

Quatro décadas de história e tradição – Em 2018 o Cine Humberto Mauro celebra seus 40 anos. A comemoração se estenderá durante todo o ano, com a realização das já tradicionais mostras e retrospectivas de cineastas brasileiros e estrangeiros, merecendo destaque a Retrospectiva Glauber Rocha. Cursos, debates, seminários e atividades especiais voltadas para a ampliação e formação de público também serão desenvolvidas.  As atividades de 2018 do Cine Humberto Mauro terão início em janeiro com a mostra Ficção Científica Anos 50. As sessões semanais da História Permanente do Cinema, precedidas de debate, assim como Cineclube Francófono e Cinema e Psicanálise, também terão sua continuidade garantida.

No segundo semestre se realizará um dos principais eventos da FCS, o FESTCURTASBH, que celebrará em sua vigésima edição a potência estética do curta-metragem em recortes históricos e recentes da produção mundial. A parceria entre FCS e BDMG Cultural lançará ainda o 5º edital deEstímulo ao Curta-Metragem de Baixo Orçamento

Banner Rodapé Governo
Banner Rodapé Unimed
Banner Rodapé Vivo
Banner Rodapé CEMIG
Banner Rodapé Rede Minas
Banner Rodapé Rádio Inconfidência
Banner Rodapé Globo Minas
Banner Rodapé FCS