Objetivos

 Cena de Piripkura, dirigido por Mariana Oliva, Renata Terra e Bruno Jorge

No período de 23 de novembro a 3 de dezembro, o Cine Humberto Mauro recebe o Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte, o forumdoc.bh, que traz produções e temáticas diversificadas para debater questões urgentes da nossa contemporaneidade. 

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Dando continuidade ao seu tradicional escopo, o forumdoc.bh está de volta à capital mineira comemorando sua 21ª edição. Realizado pelo coletivo Filmes de Quintal, o festival, com participação dos programas de pós-graduação em Antropologia e Comunicação da UFMG, o festival oferece sessões gratuitas, além de curso e fórum de debates que compreende um seminário e sessões comentadas. A mostra acontece simultaneamente no Cine Humberto Mauro, no Cine 104, na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FAFICH) e na Escola de Arquitetura e Design (EAD) da UFMG.

Esta edição proporcionará ao público a exibição de mais de 70 filmes documentais e obras que com este gênero dialogam. A programação se organiza em três mostras: Os Fins Neste Mundo: Imagens do Antropoceno, com 35 filmes; Mostra Contemporânea Brasileira, com 21 filmes, e Mostra Contemporânea Internacional, com 10 filmes, além de Sessões Especiais e Mostra de Fotografias.

O fim do mundo

Cena de A Film, Reclaimed, de Ana Vaz e Tristan Bera

A mostra Os Fins Neste Mundo: Imagens do Antropoceno, curada pelas organizadoras do festival Júnia Torres e Carla Italiano, e o pesquisador Frederico Sabino, busca discutir e problematizar a iminência do fim do mundo como o conhecemos hoje, capitaneado pelo exploração desmesurada e pelo esgotamento dos recursos ambientais associados ao modelo de desenvolvimento Ocidental contemporâneo. Tal intervenção humana vem causando mudanças irreversíveis de tal magnitude que se define uma nova época geológica, nomeada por cientistas - geógrafos, filósofos, antropólogos - como Antropoceno.

A mostra apresenta um arranjo de filmes de diversos países e povos (Suíça, Alemanha, EUA, França, entre outros), desde consagrados cineastas que vêm propondo inovações formais ancorados na relação entre paisagem e cinema, a realizadores indígenas de diversas etnias que nos apresentam outros modos de vida e um outro olhar para as relações entre o homem e o mundo natural.  

Cotidiano brasileiro

Cena de Corpo Delito, de Pedro Rocha

A Mostra Contemporânea Brasileira, com seleção e curadoria de Glaura Cardoso Vale, Leonardo Amaral e Renata Otto, conta com 21 produções que procuram descortinar toda a complexidade de um país marcado por lutas históricas e por um cotidiano que se revela para a câmera como possibilidade de restabelecer laços afetivos que parecem apagados por índices tão elevados de perdas de vidas e de territórios.

É possível com os filmes encarar as urgências, os conflitos, as derrotas, a persistência e os amores. Para compor a Mostra Contemporânea Brasileira de 2017, a comissão se orientou por esse entendimento, de que era preciso colocar os filmes em diálogo, friccionar as formas de ver e de sentir, para perceber como tais filmes nos convocam para o debate ao dar a ver regimes de opressão, as formas de resistência e a ternura. 

Exílio, violência e morte

A Mostra Contemporânea Internacional, com seleção e curadoria de Anna Flávia Dias Salles, Daniel Ribeiro Duarte e Ewerton Belico, apresenta um conjunto de filmes que irão tratar de questões relativas ao exílio, à violência e à morte. O público poderá acessar abordagens que vão desde pacientes encarcerados em um hospital psiquiátrico chinês até a mistura entre autobiografia e réquiem que atravessa dois dos últimos trabalhos de Boris Lehman; a jornada de um exilado que volta como corpo transladado ao país de origem e se sucede por gerações em quase um século de violência política na Argentina; terá acesso a espaços, máquinas e insetos que oferecem uma experiência divergente.

Há algo mais, todavia, que se avizinha desses filmes: uma simultânea adesão e rejeição ao ensaísmo cinematográfico. Nessas produções, a articulação é quase sempre mais argumentativa do que narrativa, se as tradições de representação são postas continuamente em questão, renuncia-se e reelabora-se continuamente alguns dos mais caros dispositivos do filme-ensaio – tal como o uso do off, até o ponto em que a música de improviso se transforma em único comentário possível, teorético e sonoro. São filmes, afinal, incomodados com nosso tempo e, mais que isso, desconfiados dos modos de manifestação desse incômodo.

Discutindo o fim do mundo

O Fórum de Debates será composto pelo seminário que acompanha a mostra Os Fins Neste Mundo: Imagens do Antropoceno, e terá abertura com a exibição de Quando dois mundos colidem (Heidi Brandenburg Sierralta e Mathew Orzel, 2016) e presença de Alberto Pizango, maior liderança indígena da Amazônia peruana, que estará em Belo Horizonte especialmente para o festival e personagem central do documentário.

O festival ainda terá três mesas: “O fim deste mundo”, com a presença de Ailton Krenak e Antônio Bispo dos Santos; “O fim neste mundo”, com Alberto Pizango/Shawi- Peru, Douglas Krenak, Genito Gomes/Kaoiwa e Isael Maxakali; “Para filmar o fim do mundo”, com os cineastas indígenas Divino Tserewahú/Xavante e Sueli Maxakali e Adirley Queirós. A Conferência de Encerramento, “Os fins dos mundos”, contará com a presença de Deborah Danowski e Eduardo Viveiros de Castro e será no Parque Municipal – gramado próximo ao portão dos Jardins do Palácio das Artes.  

As Sessões comentadas “Imagens do Antropoceno” contará com filmes como O Cavalo de Turim  (Béla Tarr e Ágnes Hranitzky 2011), comentada por César Guimarães;  A Fissura do Tempo - Tarahumaras (Raymonde Carasco, 2003), comentada por Frederico Sabino, Guardiões da Memória (2017), comentada pelo diretor Alberto Alvares Guarani, e o aguardado Era Uma Vez Brasília  (2017), que contará com a presença e comentários do diretor Adirley Queirós (prêmio de melhor diretor no Festival de Cinema de Brasília, em 2017).  

A Mostra fotográfica Corredor de Nacala - comboio, carvão e gente no norte de Moçambique (Estação forumdoc.bh - Palácio das Artes), propõe uma narrativa crítica da implantação do Corredor de Nacala no norte de Moçambique. Composta de fotos realizadas em diferentes momentos e por diferentes pessoas nos últimos três anos no país, é parte de uma pesquisa em andamento no contexto do Programa Pro-Mobilidade CAPES/AULP. 

O documentarista francês Sylvain George

O curso Perspectivas Visuais - Formas e Figuras do Descentramento Cinematográfico, ministrado pelo documentarista francês Sylvain George, acontecerá de 27 e 30 de novembro 2017 (segunda a quinta-feira) no Cine Humberto Mauro, e procurará debater com os participantes a seguinte questão: “Em que medida o cinema pode interrogar e retrabalhar as condições da vida em comum?”.

Os filmes de Sylvain George se voltam ao registro da experiência dos marginalizados – dos migrantes, em especial – e dos novos movimentos sociais. Em paralelo com sua carreira cinematográfica, Sylvain George vem ministrando regularmente ateliers, seminários e master classes em diversos países. Publicou, pela NP Editions, La Vita Bruta - Une adresse à Pier Paolo Pasolini, AD Nauseam, Poème Noir, Time Bomb - Programme sur le cinéma qui vient. É possível se inscrever para o curso no site do festival. 

Data de início

23 de Novembro de 2017

Data de término

03 de Dezembro de 2017

Endereço

Cine Humberto Mauro | Palácio das Artes

Preço

Entrada Gratuita

Mais informações

EVENTO
21º forumdoc.bh - Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA
Verifique a classificação indicativa dos filmes

INFORMAÇÕES PARA O PÚBLICO
(31) 3236-7400

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