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Três
décadas de incentivo à produção artística
A Fundação Clóvis
Salgado, órgão da Secretaria de Estado da Cultura
de Minas Gerais, reafirma, a cada ano, sua crescente presença
no mercado cultural brasileiro. Em 2001, cerca de 535 mil pessoas
assistiram aos espetáculos da Fundação.
Como administradora
do Palácio das Artes, um dos mais completos e dinâmicos
centros de exibição e produção artística
da América Latina, a Fundação Clóvis
Salgado reúne, num só endereço, dois teatros
para espetáculos de artes cênicas, música e
dança, três galerias de artes plásticas, sala
para concertos de câmara, cinema, espaço multimeios,
biblioteca especializada, musicoteca, videoteca, oficina para instrumentos
de sopro, luteria, várias salas de ensaio e amplos ateliês
e oficinas de cenografia, figurinos e adereçaria.
Nesse complexo dinâmico
e multifacetado, a Fundação Clóvis Salgado
abriga o Centro de Formação Artística (CEFAR),
com escolas profissionalizantes de teatro, música e dança,
e os Corpos Artísticos Permanentes - Orquestra
Sinfônica, Companhia de
Dança e Coral Lírico.
Mantém ainda um Coral Infantil
e uma Banda Sinfônica.
Ladeado pela exuberante
vegetação do Parque Municipal, com frente para a Avenida
Afonso Pena, na região central de Belo Horizonte, o Palácio
das Artes ocupa uma área de 18,5 mil metros quadrados. Integram
o seu conjunto arquitetônico o Grande
Teatro, o Teatro João
Ceschiatti, a Sala Juvenal
Dias, o Cine Humberto Mauro,
as Galerias de Arte (Grande Galeria,
Sala Genesco Murta e Sala Arlinda Corrêa Lima) e a Sala
Multimeios.
Em dezembro de 1998,
foi incorporado ao patrimônio administrado pela Fundação
Clóvis Salgado o prédio restaurado da antiga Serraria
Souza Pinto, hoje um privilegiado
espaço para espetáculos de música popular,
reuniões e congressos.
topo
| Projeto
original tinha frente para o Parque A
origem do Palácio das Artes remonta ao inicio da década
de 1940, quando Juscelino Kubitschek, então prefeito
de Belo Horizonte, encomendou um projeto de teatro ao arquiteto
Oscar Niemeyer. A execução do projeto sofreu várias
interrupções até 1966, ano em que o governador
Israel Pinheiro nomeou uma comissão especial, presidida
pelo engenheiro Pery Rocha França, para concluir a obra.
O projeto de Niemeyer, que idealizara o teatro voltado para
o Parque Municipal e ligado à Avenida Afonso Pena por
uma passarela de concreto, foi então modificado, cabendo
ao arquiteto Hélio Ferreira Pinto adaptá-lo às
necessidades da época. A inauguração se
deu em 30 de janeiro de 1970, quando foi aberta a Grande Galeria
(foto). |
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Criada
pela Lei 5455 de 10 de junho de 1970, a então
Fundação Palácio das Artes passou a se
chamar Fundação Clóvis Salgado em 1978.
Mineiro de Leopoldina, Clóvis Salgado da Gama (1906-1978)
foi professor, médico, governador de Minas e ministro
da Educação e Cultura. Presidiu a Sociedade de
Cultura Artística, a Sociedade Coral de Belo Horizonte
e a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.
Incentivador incansável das artes no Estado, coube a
Clóvis Salgado (foto) mobilizar a opinião pública
e levantar os recursos financeiros para a retomada da obra e
a conclusão do Palácio das Artes. |
Ao longo dos seus 30 anos de atividades,
a Fundação Clóvis Salgado consolidou-se como
um moderno centro de exibição, produção
e formação de recursos humanos para o mercado de
artes e espetáculos. Na diversidade dos seus espaços,
a Fundação dispõe de recursos cênicos
e acústicos de elevado padrão técnico para
a montagem de óperas, peças teatrais, concertos
de orquestra, espetáculos de dança e shows de música
popular, além de salas adequadas e confortáveis
para exposições, exibição de filmes,
lançamento de livros, palestras, congressos e seminários.
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