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quarta-feira, 16 de maio de 2012
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Galerias de Fotos
 
Palácio das Artes
Cineclube Curta Circuito | 02 a 30 de agosto
Cine Humberto Mauro

Tauri  Adrift  stalin
Foto: divulgação

02.08 – NOVOS OLHARES [DOC]

É preciso olhar com um mínimo de interesse, senão saudar, os filmes que se lançam num movimento contrário ao das forças que regem o mundo. No caso, deixemos claro, essas forças são a do capital, a da velocidade e a da impessoalidade. “Histórias de morar e demolições” é um filme que traz esse gesto destoante do fluxo status quo porque privilegia justamente os aspectos que se pretende esconder ou tratar como supérfluos.

Histórias de morar e demolições | André Costa, SP, 2007, 56’

Quatro famílias estão de mudança. Suas casas foram vendidas para um incorporador imobiliário e serão demolidas. Para fixar as histórias guardadas sob esses tetos, os moradores resolvem registrar os objetos, cômodos e recantos preferidos, iniciando videografias domésticas ou contratando uma pequena empresa de vídeo fictícia.

09.08 – TRANSVERSAIS I [FIGURAS MÍNIMAS OU OS DOIS LADOS DE UMA CANÇÃO SILENCIOSA]

Poucos personagens e poucas falas ou textos sem uma carga simbólica exacerbada, mais próximos da fala cotidiana. Corpos em estado de letargia, olhares perdidos e o foco voltado ao desimportante, ao banal. O fundo do fundo é uma certa recusa ao múltiplo e veloz, tão característico do estado contemporâneo, em busca do seu contrário: o mínimo e detido. Perigamos viver tempos em que isso se assemelhe a um clichê. Contudo, sobram os filmes e suas forças. Vemos alguns exemplos de como esse estado atual do cinema foi efetivado. Com dois lados, não antagônicos. Talvez, complementares.

Lado 1: Preenchido pelo vazio

Aqui vemos filmes que preferem esvaziar o espaço da narrativa a ponto de restar somente cacos de histórias ou fragmentos inconclusos. Filmes que sonegam ao espectador algumas informações básicas da narrativa, para que o foco seja desviado para a presença dos corpos na tela.

adrift | Tatiana Monassa, RJ, 2008, 19’

Entre uma chegada e outra partida, dois amigos compartilham o espaço de um apartamento e algumas horas juntos.

Convite para jantar com o camarada Stalin | Ricardo Alves Júnior, MG, 2007, 9’

Entre o sonho e a morte, Olga e Marilu esperam um convidado para jantar.

Lado 2: Contemporâneo dormente

Aqui vemos filmes que exacerbam um tal estado de  indolência contemporânea em não se deixar afetar pelos eventos ao redor, principalmente eventos de violência. Uma impassividade. Fruto do tédio, vazio existencial ou do alheamento resultante da superexposição a episódios (midiáticos, sobretudo) violentos. Dormentes, que não reagem. Imersos nos próprios círculos são seus personagens.

Alto Astral | Hugo Pierot e Gláucia Barbosa, CE, 2009, 11’

No azul do céu descansa meu corpo inerte.

Tauri | Márcio Miranda Perez, SP, 2009, 7’

“Quando foi o seu primeiro contato com o universo masculino?”

Debate após a sessão em BH com o convidado Ricardo Alves Júnior e Tatiana Monassa


16.08 – SESSÃO LIVRE [DIGRESSÕES, TRANSGRESSÕES E INCOMPREENSÕES]

Filmes que retiram do espectador o conforto do sentido acessível, o prazer de encerrar as imagens num significado claro e sem arestas. Ao contrário, filmes que investem nas arestas, sejam elas do comportamento humano, como em “O soco silencioso” ou em “Organização social”, seja as do cinema, enquanto linguagem, como em “Danças”. Ao empreenderem tal movimento em direção a esse espaço mais da ordem do escuro que do claro, são filmes que nos desafiam.

O soco silencioso | Lucas Moreira, RS , 2009, 15’

"O Soco Silencioso" é um curta abstrato realizado sem filmadora, todo construído a partir da ténica de fotomontagem, que com mais de 900 fotos dão vida a uma série de diálogos entre dois personagens em um ambiente claustrofóbico. Diálogos surreais entre dois homens em um ambiente claustrofóbico.

Organização Social | Robson dos Santos, MG , 2008, 6’
História de ficção sobre a evolução do homem através dos tempos e a descoberta da música.

Danças | Fernando Watanabe, SP, 2009, 19’

Sejam Bem-vindos!

Debate após a sessão com o convidado Robson dos Santos

 
23.08 – TRANSVERSAIS II [MOLDURAS ATIVAS]

O espaço delimitado do quadro corta o mundo e forma a imagem. O quadro é um recorte do visível: uma seleção de uma porção dentro do espaço maior do campo visual. O quadro é a seleção de um aspecto particular em detrimento do geral, que é o mundo. É o olho que vê, recorta e enquadra. Um olho. Subjetivo. O fora do quadro, o mundo que continua para além das bordas da imagem, não é aqui entendido como um excesso ou contingência, ele é o espaço que gera e rege o que está dentro do quadro. É o lugar das tensões criativas, políticas e do eu. Esses são filmes que dão a ver o lado de fora das imagens, seja a dimensão pessoal do criador das imagens ( “Ensaio para um vídeo de vigilância”), seja a parte política por trás do ato de ver e filmar (“Landscape Theory”). É o lugar também onde ocorrem eventos e fatos tão importantes quanto aqueles que estão dentro do quadro, como nos filmes “Café”, de Eduardo Chatagnier, no qual constantemente as ações e diálogos dos personagens se dão fora da imagem, sem que os víssemos; e “Mãos de outubro”, em que percebemos todo o fervor e paixão de um rito religioso, mesmo que tenhamos dentro do quadro somente imagens das mãos das pessoas que trabalham para que o evento aconteça.

 Ensaio para um vídeo vigilância | Arthur Tuoto, PR , 2009, 6’

 Um breve ensaio sobre a vigilância e a política da contemplação.

Café | Eduardo Chatagnier, SP, 10’

Um casal busca uma maneira de (voltar à?) se comunicar. O tempo se acumula por todas os cantos, frestas e vãos. Seria impossível guardar todas as vozes ouvidas na casa durante anos.

 Teoria da Paisagem / Landscape Theory | Roberto Bellini, MG/ EUA , 2005, 5’

Um diálogo e uma paisagem. Um breve discurso sobre a possibilidade da contemplação, a política do olhar e autoridade.

 Mãos de outubro | Vítor Souza Lima, PA, 2009, 20’

Outubro de festa. Romeiros, operários, escultores, estilistas, decoradores, guardas da Santa, fogueteiros, promesseiros, tocadores de sinos. Todas as classes, todas as idades. Todas as mãos que constroem a maior manifestação de fé do Brasil.

30.08 – EIXO BRASIL [GUSTAVO SPOLIDORO]

Gustavo Spolidoro tem uma consolidada carreira de curta-metragista e apenas mais recentemente principiou sua incursão no longa-metragem. “Ainda orangotangos” (2007) foi seu primeiro longa, filmado num único plano sequência de mais de 80 minutos pelas ruas de Porto Alegre. Em “Morro do céu”, projeto – em versão menor, de 52 min – premiado pelo programa doctv, Spolidoro flerta com os limites entre documentário e ficção através da vida de um jovem do interior gaúcho. O resultado dessa jornada é um filme potente e destacado do cenário atual de longas-metragens brasileiros.

Morro do céu | Gustavo Spolidoro, RS , 2009, 71’

“MORRO DO CÉU é uma pequena comunidade de descendentes de italianos, localizada no alto de uma montanha no sul do Brasil. Lá, o jovem Bruno Storti e seus amigos preenchem os dias de verão entre túneis de trem, a colheita da uva e a descoberta do primeiro amor.”

CINECLUBE CURTA CIRCUITO: ENTRADA FRANCA COM RETIRADA DE INGRESSOS MEIA HORA ANTES DA SESSÃO

INTERIOR


Montes Claros

14.08 – SÁB – 19h –
TRANSVERSAIS [FIGURAS MÍNIMAS OU OS DOIS LADOS DE UMA CANÇÃO SILENCIOSA]
28.08 – SÁB – 19h - EIXO BRASIL [GUSTAVO SPOLIDORO]

Araçuaí
17.08 – TER – 19h -
NOVOS OLHARES [DOC]
24.08 – TER – 19h - EIXO BRASIL [GUSTAVO SPOLIDORO]
 
Serviço:
Evento:
Cineclube Curta Circuito
Local: Cinema Humberto Mauro
Data: 02 a 30 de agosto
Entrada franca
Informações:
3236-7400
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Avenida Afonso Pena 1.537, Centro, CEP: 30130-004 - Belo Horizonte - MG - Brasil - Tel: (31) 3236-7400Todos os direitos reservados.  Aspectos legais e responsabilidades.
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